Odeio tantas coisas... mas estar doente é a pior delas.

Tô estranhamente estranha. Isso mesmo. Não sei se o peso da inveja alheia que está afetando minha saúde ou se acabei liberando tudo que absorvi durante este tempo sob cobras-pós-graduadas.
Confesso estar rezando todos os dias por estas pessoas. Pela família destas também. (E olha que nunca fui católica fervorosa.) É a única forma que encontrei de tentar me proteger das maldades alheias. E acho que está me fazendo bem sim. Tomara que com esta atitude esteja melhorando a vida delas e, de certa forma, protegendo-me.
Não consigo nem pensar em fazer mal a elas. Ás vezes, fico rindo das atitudes mesquinhas destas. Não consigo nem conspirar contra. No máximo falo uns palavrões merecidos. Mas depois esqueço.
Sei bem que pessoas más existem por aí aos montes. Mas estou perplexa com a quantidade que ando encontrando esses tempos. Creeedooooooooooo. Sai de mim. Quero distância.
Quero melhorar deste estado inconstante de saúde. Tô dodói mesmo. Odeio essa sensação de impotência. Parece que sou nada. Quero fazer tudo neste período de "férias" do trabalho-semi-escravo. E tô conseguindo fazer é nada. Penso que acordarei melhor e lá vem a sensação que o mundo vai cair. E em cima de mim.
Período estranho... mas o que fazer? Esperar??? Acho que é o que me resta. Pelo menos até segunda-feira. (Irei consultar com minha anjinha.)
ERREI. (Ufa... sou normal.)
Tem gente que é gente e tem gente que é bicho. Monstro. Futilidade. Inveja. Imoral. Odeio gente pesada. Áquelas que doem só de ver. Absorvo energias. Libero tensões alheias. Faço o errado e assumo. Os outros vêem e acham graça. Salivam prazer de satisfação e ironia. Odeio "batidinha nas costas" e em seguida o ranger da fofoca. ERREI SIM. Sei que não interessa se não foi por mal. Mas todos, ou a maioria, prefere ver assim. Mais fácil pisar em alguém à estender a mão com um sorriso nos lábios. Não peço que me amem, mas não me falem sem vontade. Não me falem, por falar. Não deixem de ser vocês, mas deixem de ser vocês em mim.
Esconde - não - esconde.

Saudades de ser criança. De ter zerooooo preocupações. De ficar com a cara suja de lama e não estar nem aí para banho. Mas hoje minha maior saudade é da brincadeira de esconde-esconde. Queria me esconder e não ser encontrada. Queria estar naquele meu esconderijo em cima da árvore que só eu e meu melhor amigo sabíamos. Hoje, posso afirmar com muita certeza que foi um dos piores dias do ano. Fiquei mal. Fiquei doente. Surtei. Chorei. Saí de mim milhões de vezes e num piscar de olhos estava ali. Tendo que decidir e administrar vários assuntos importantes durante o dia. Isso me gerou um arquivo de informações maior que estava suportando. Fundi. Andei. Atendi. Viajei em mim. Mergulhei em pessoas que nem conhecia. Machuquei pessoas pertencentes a minha alma. Machuquei os pés. Feri princípios.
O que é isso mesmo?? Loucura. Momentânea. Momentânea???? Sei lá. Não estou preocupada. Já me conformei com meus múltiplos estados de humor - oscilantes durante meu dia de 35 horas. É. Trinta e cinco horas. Meu dia tem horas a mais que o normal. Aliás, quem definiu que o dia teria 24 horas? Não me fale, não quero saber. Problema alheio. Não quero problemas alheios. Quero soluções próprias. Pessoas novas. Almas novas. E, talvez, um amor antigo.
Tomei um analgésico. Pena que não existe medicamento pra dor na alma.
Torcida
Durma em paz.
Comi e voltei para casa. Voltei? Acredito que minha mente ainda vagueie lá na frente do meu computador onde tudo começou. Fui questionada. Fui ferida em meus princípioe e doeu. Doeu "ardido". Raiva e sentimentos alheios me dominaram. Surtei. Fugi e voltei para mim mesma várias vezes. Finalmente reagi e falei. Gritei. Xinguei. Arrependi-me. Desculpe-me e saí. Saí do casulo. Voltei para a alma. Mergulhei nela e ainda permaneço em transe. Amanhã acordo "nova". Será? Não sei. Tomara. Por que as pessoas que deveriam te ajudar... te invejam? Quem são elas perdidas em sua desnecessária inveja? Quem é esta espécie que fere meus princípios e atormenta minha mente? Sumam. Desapareçam. Virem pó. Vão para as nuvens. Deixem-me vivenciar minhas virtudes. Esqueçam-se de mim. Lembrem-se de vcs mesmos e devaneiem com seus filhos que necessitam de mais atenção que minhas atitudes responsáveis. Liguem para seus pais que sempre se preocuparão com vcs e com os netos que vcs felizmente os presentearam. Vão para suas casas e levem suas mentes e pensamentos junto. Deixem-me surtar feliz e sozinha no meu mundo de vidro. Amo transparência e fidelidade. Sou assim. Não se mude. Não me mude. Não queira ser eu. (Acredite que não é tão fácil assim). Queira vc como o melhor presente que poderia se dar. Deixem-me voar. Digitar. Concluir. Pestanejar. Surtar. Realizar. Trabalhar. Paz.
Pois bem, depois de certo recesso, estou de volta.
Pessoas: não consigo ser, agir, falar, comer, estudar, ficar brava, ficar feliz..... PELA METADE. Não consigo. Juro. Não, não me culpo por ser assim e não acho de todo ruim. Confesso que ser assim, às vezes, não é tão fácil assim. Exige cuidado. Cuidado com si mesma para não se ferir e não ferir os outros.
É claro que ninguém - absolutamente NINGUÉM - tem nada a ver com isso. Só eu e minha vida. Tento ser imparcial com certos fatos, mas confesso estar sendo cada vez mais difícil. Não estou em atrito comigo mesma, apenas acabo de entrar em uma fase dispersa de mim mesma. Quando começo com meu momento "ação por inteira".. melhor sair de mim um pouco para evitar situações "diferentes".
Ainda tenho noção de algumas coisas, e pretendo agir de acordo com minhas perspectivas de vida. Pretendo não, preciso.
Águia, apenas uma águia.

Quando tinha menos de dois anos de vida, morava no último andar, em um prédio de 5 andares. Como de costume, minha avó paterna foi fazer sua visita vespertina e quando olhou pra cima.. lá estava eu, em cima da "cadeirinha"- acima da grade - abanando com as mãos. Posso afirmar que esse foi o dia em que minha avó não enfartou por pouco, muito pouco. (Acho que até hoje ela não se recorda de outro dia em que subiu escadas tão desesperadamente) Mas até hoje ela me diz que não via desespero em meu aceno. Pelo contrário. Euforia. Sensação de pássaro. De invencibilidade. De quem diz: -Tô aqui vovó, legal né??
Cada vez que a família se reúne ela lembra deste fato. E adoro. Amo, na verdade. Isso me faz ver, que desde cedo já tinha tendência ao perigo. A desafios. A vôos longos. Uma águia mirando seu destino. Concentrada. (Deixo aqui notificado que minha mãe não tinha muita noção de perigo para uma criança - mas foi graças a ela que aprendi a voar daquela altura)
Meu ano se iniciou com presentes divinos que agora poderei desfrutar com todo - e pleno - prazer. Volto à idade da altura sem medida. Estou mirando meu destino. Passo de pardal à águia. Tornei-me senhora de meu destino. Quero vôos longos. Necessários. E desnecessários também. Quero minha imperfeição da forma mais visível possível. Quero meus olhos focados no horizonte de minha alma. Quero lançar vôos em meio a tempestades. Quero meu ninho em cada canto desse mundo. Ah, tem sim uma coisa que não quero: você. Deixo seu coração (???) de pedra à disposição de qualquer águia pobre de sentimentos - de marré derci. Definitivamente, você nunca foi a caça que meu corpo precisava. Você foi apenas um aperitivo, que comi com vontade por estar apenas com fome. (Não dizem que a fome deixa os alimentos mais saborosos? Verdade!)
O coração de uma águia é forte, e assim será o meu neste ano. Procurar um gavião?? No, thank's. Meu coração ganhou licença prêmio por tanto trabalho e dedicação por que passou este ano. Ele merece. E eu também. Preciso que ele saia para que veja as consequências de tudo que proporcionou. De tudo - ou nada - que deixou pra eu juntar.