10.25.2007

Esconde - não - esconde.




Saudades de ser criança. De ter zerooooo preocupações. De ficar com a cara suja de lama e não estar nem aí para banho. Mas hoje minha maior saudade é da brincadeira de esconde-esconde. Queria me esconder e não ser encontrada. Queria estar naquele meu esconderijo em cima da árvore que só eu e meu melhor amigo sabíamos. Hoje, posso afirmar com muita certeza que foi um dos piores dias do ano. Fiquei mal. Fiquei doente. Surtei. Chorei. Saí de mim milhões de vezes e num piscar de olhos estava ali. Tendo que decidir e administrar vários assuntos importantes durante o dia. Isso me gerou um arquivo de informações maior que estava suportando. Fundi. Andei. Atendi. Viajei em mim. Mergulhei em pessoas que nem conhecia. Machuquei pessoas pertencentes a minha alma. Machuquei os pés. Feri princípios.



O que é isso mesmo?? Loucura. Momentânea. Momentânea???? Sei lá. Não estou preocupada. Já me conformei com meus múltiplos estados de humor - oscilantes durante meu dia de 35 horas. É. Trinta e cinco horas. Meu dia tem horas a mais que o normal. Aliás, quem definiu que o dia teria 24 horas? Não me fale, não quero saber. Problema alheio. Não quero problemas alheios. Quero soluções próprias. Pessoas novas. Almas novas. E, talvez, um amor antigo.



Tomei um analgésico. Pena que não existe medicamento pra dor na alma.